“Ninguém vive a paixão impunemente."


Quando te conheci você era um nada. É. Um nada! Te fiz acreditar em si próprio a cada dia. Te fazia ver o teu talento, te colocava pra cima e agüentava as tuas crises de baixa-estima. Te apresentava pessoas, tentava te tirar de casa, tentava te tirar da rotina. Sentia meu corpo pesado no fim de cada dia por ter que carregar essa relação nas costas. Depois de tanto tempo nisso e quase me entregando às olheiras e a tudo que acabava cedendo por sua causa, sucumbi. Sim, cedi ao meu corpo. Precisava me sentir viva, desejada, não apenas a tua muleta. E você vem me falar de traição? De estar magoadinho com tudo? Quantas vezes você me fez sentir a pessoa mais entediada do mundo, mais incapaz, mas pequena, enquanto meus sonhos ficavam parados, meus desejos, tudo pra te fazer feliz. Alguma vez você me perguntou o que eu achava das tuas imposições? Alguma vez tentou pensar que eu mesmo estando irremediavelmente apaixonada por você ainda tinha vontades, desejos, sonhos? Não que eu estivesse submissa... Mas sua atitude foi pequena. Infantiloide. E quer saber? Não me arrependo de ter te traído (apesar disso não combinar muito comigo). Me arrependo sim, de ter aceitado essa prisão de dois a que me submeti. Você não saber ter uma relação adulta e cansei de ser sua mãe. Espero que você cresça com isso tudo. E deixe de ser ingênuo, retrogrado e pequeno.




“Ninguém vive a paixão impunemente.
A intensidade é uma doença contagiosa,
e eu não concebo a vida sem contágios.”

3 comentários:

autofágica disse...

?

Anonymous disse...

...

Paula Ávila disse...

Esta é a descrição da minha última relação....