Pássaro solitário (ou reticências da noite dos números primos)


ele guarda tempestades no céu da boca. não consegue sentir ausências . a única ausência que sente é a do nada . nos seus vôos noturnos observa, silencioso, as bocas, as peles . nos olhos guarda todas as cores da cidade. completo, parece se espalhar nos rabiscos que tem pelo corpo .  metade, voa sozinho pela linha do tempo . ás vezes, parece estar na contramão, mas sempre - sempre - sabe o caminho.

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