Fome de gente


Os momentos sempre parecem tão intensos para eles... Ana simplesmente sorri enquanto olha para a porta da saída. Eles não têm o que ela quer. Nunca terão. Não por inteiro, não por completo. 
Já se percebeu apaixonada algumas vezes. Sentia-se bem com aqueles momentos, as mãos dadas, a rotina carinhosa, as perguntas fúteis sobre o clima. Com o tempo ela cansa e lhe invade o cheiro da paixão vencida.

A fome é mais incontrolável do que qualquer altruísmo que Ana tente injetar em si mesma.

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