Das grandes descobertas



Revendo escritos cotidianos de 2010, 2011 e 2012, percebo o quanto a vida me endureceu. O quanto que fui deixando pedaços de mim pra entrar nas regras, nas obrigações e adentrar mundo afora sempre com um olhar desconfiado e sem esperanças, esse que a vida "lá fora" te impõe. É difícil não se deixar levar, não se deixar perder, perder inclusive sua poesia própria, sua conexão com o interior e se tornar 'mecânico'. Eu sempre acho que penso demais, mas acho que a direção estava errada. Para esse mundo capitalista e destrutivo é muito melhor que as pessoas se fechem, que não interajam, que não compartilhem, que fiquem anacrônicos na sua vida paralisada cotidianamente só seguindo o fluxo. Eu não quero mais isso. Para as pessoas que também se sentem assim, ou ainda não perceberam isso, só peço que lutem. Resistam a opressão das experiências ruins, do trabalho robótico, da acadêmia maçante, dos dias passando sem entender que somos parte de algo, que precisamos ficar juntos, que precisamos construir juntos, que precisamos nos abraçar, que precisamos olhar.

Primeiramente para dentro de nós.

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